sábado, 28 de março de 2009

Quem quer ser um milionário

Assisti semana passada (sim depois de muita gente) “Quem quer ser um milionário”... EU!
Havia lido os comentários na época do Oscar, vi a festa e fiquei tocado com o prêmio, aquelas crianças maravilhadas no palco recebendo a estatueta. Escutei comentários de pessoas que haviam visto o filme e recomendavam entusiasmadas.
Enfim, finalmente eu e Tati fomos assistir ao filme (Hollywood e a Índia me perdoem, era pirata baixado da Internet).
Confesso que não me empolguei. Imagine um avião que entra na pista, se posiciona, acelera, acelera mais, ganha boa velocidade, empina o bico e refuga e não decola? Pois é, o filme me deu essa sensação.
Aos inflamados ressalto, sim, é uma bonita história de amor e vale pelo entretenimento. Mas para Oscar?! De filme estrangeiro, talvez, mas só.
Alguém pode iniciar uma discussão: “Mas o filme é bom, retrata uma Índia não-Globolizada, a história é de certa forma bem original, etc!”
Concordo com tudo isso, mas continuo achando que é pouco para Oscar (pelo menos para o meu Oscar — "And the RodrigOscar goes to..."). Direção... talvez, Roteiro adaptado... sim, mas Melhor Filme... “Nooooot” — como diria Borat.
Enfim, não desgostei do filme, achei que sobrou açafrão na fotografia, mas faltou farinha de trigo pra ligar um bom roteiro a um bom filme. Entre ele e o do Benjamin Button, sou muito mais o segundo pela criatividade e densidade da discussão.
Vou destacar o que gostei no filme.
A história como foi contada. Adorei o modo como foi feita a edição recortada, que apesar de segmentada não prejudicou a fluência da história. Achei a Latika pequena extremamente expressiva, apesar de quase não ter falar. A Latika moça tem uma beleza indiana estereotipada, mas pelo menos não tem os olhos de Mantena (saudade do He-Man) da Juliana Paes.
A melhor atuação, para mim, fica por conta do Salim (irmão mais velho do protagonista) criança. O moleque provavelmente não atuou (porque a cara de filho da puta dele dizia tudo), mas foi convincente. Como diria minha esposa “Ele tem a cara preparada!”
Quanto a Jamal... bem Jamal... como é mesmo o nome daquele tom, sem vida, sem sangue, sem cor... Pastel!!! Pois é, Jamal é um pastel.
Mas cá entre nós, quem de nós já não foi pastel. Se não foi, está sendo ou certamente será.


Obs. Ainda estou me adaptando a isto, então perdoem a frequência.

Um comentário:

  1. a arte está em criar e não em quem cria.
    Criar é uma arte que todos podem mas só alguns
    devem.
    Deverias já ter criado, mas nunca é tarde.
    A homenagem é justa e sincera,
    como sinceros são meus parabéns.
    Orgulho e vaidade não combinam com meus paradigmas, portante sinto-me tão somente, FELIZ.

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